Penso que ainda não foi com a distinção entre meta-dados e conteúdo que o Alexandre Cavalcante acertou. Eles não têm que julgar* se o meta-dado equivale ao dado em si*. É muito claro que não. O que eles tem que julgar, na minha opinião, é se o "The Pirate Bay" está ou não incentivando e fomentando a pirataria. Penso que sim, e penso que isso esteja errado.
Como foi falado, a tecnologia vai continuar existindo. Ela pode ter, e tem, usos lícitos. Alexandre Magno 2009/2/16 Andre Cavalcante <[email protected]> > Meus dois centavos.... > > 2009/2/16 Márcio Vinícius Pinheiro <[email protected]> > > > Por que eu atuaria em favor dos fundadores de um site "The Pirate Bay" em > > clara alusão aos produtos (softwares, CDs, DVDs, etc.) piratas. Não é a > > liberdade de expressão e de informação que o Pirate Bay ajuda a propagar > > por > > aí. Desde quando distribuir jogos de vídeo-game, filmes de cinema e > albuns > > musicais sem o consentimento de seus produtores é exercer liberdade de > > informação??? > > > > Também não concordo com o uso de material pirata. Por isso mesmo estou no > mundo do software livre > > > > Deixe que eles respondam por seus atos. Algum de vocês já se deram ao > > trabalho de ler as respostas irônicas que eles dão aos questionamentos > > legais que lhes fazem? Eles publicam com todo orgulho: > > http://thepiratebay.org/legal Eles não pareciam muito preocupados com > isso > > nas cartinhas, por que eu devo me preocupar? > > > Já li. É até cômico! Mas o pior é que estão certos. Eles não são um > servidor > de conteúdo, apenas dos torrents, e estes são enviados pelos usuários... > > > > > > A tecnologia está aí, o bit-torrent veio pra ficar e não é o julgamento > de > > atos irresponsáveis realizados através dessa tecnologia que vai > ameaçá-lo. > > Por favor não confundam as coisas. Acabaram com o Napster, mas a > tecnologia > > que eles desenvolveram ainda está aí. A pirataria está no ato, não nas > > ferramentas com que o ato é consumado. O julgamento e possível condenação > > dos responsáveis pelo Pirate Bay ameaça a pirataria, não o Bit-torrent. > > > Só que neste caso não há um servidor de conteúdo para a pirataria. Antes a > pirataria acontece pelos milhares de usuários do site. Por que não se julga > o google, por exemplo? Se você fizer uma pesquisa no google (ext:torrent), > vai vir 2.300.000 arquivos, aproximadamente. É o google responsável se eu > clicar em algum dos .torrent que ele me der de resultado e eu passar a > baixar, por exemplo, um filme? Não vejo diferença substancial entre o o > resultado de uma busca no google ou o site TPB, exceto que este último > armazena os .torrent enquanto o google não. Agora caberia a pergunta, o > .torrent é o conteúdo? Creio que não, no máximo pode ser considerado como > um > meta-dado do conteúdo. Comete pirataria quem escreve uma resenha para um > filme? Creio que não, e este é um exemplo simples de meta-dado sobre um > conteúdo. Neste caso específico o julgamento é importante não pela > pirataria > em si, mas pela tecnologia, porque pela primeira vez vai se julgar se o > meta-dado equivale ao dado em si, ou seja, se informações técnicas são > equivalente ao conteúdo em si. Se for considerado estarão derrubando a > tecnologia torrent em si mesma e não apenas o site em questão. Se não for > considerado abre-se um antecedente perigoso para os que vivem da indústria > de direitos autorais. > > -- > André Cavalcante > Porto Alegre, RS. > Ubuntu User number # 24370 >
