O próprio caso da indústria do software proprietário que faz vista grossa para a pirataria é uma palhaçada só.
Não existe ação pirata, existe ação "corsário". Vamos lá galera, quem nunca teve um XP, win 95 ou outro pirata? E o fabricante perseguiu vocês? Então tu vai treinando [des]informática... Agora, sabe o que acontece com a empresa que tem software pirata? Aí a coisa (multa) é séria. 2009/2/16 Ronan <[email protected]> > Essa discussão muito me interessa, até fiz mestrado na área. > Há uma questão legal indiscutível que reza sobre o que é ou não pirataria. > Os tratados de Copyright são internacionais e o Brasil é signatário. Sem > entrar em detalhes da Lei porque não vem ao caso, cada país pode > complementar tais tratados para questões peculiares, caso da Lei 9609 e > 9610. > Bem, em se tratando de Lei, não há o que questionar, pirataria é crime e as > penas são previstas na Lei. > O que podemos questionar e devemos é a questão da moralidade envolvendo o > tema e também dos interesses. > Vamos relembrar alguns exemplos que podem nos fazer refletir: > > 1. A França detém a patente da Cachaça, bebida esta tipicamente brasileira. > A frança nunca plantou cana, os franceses nem sabem pronunciar a palavra, > mas o produtor brasileiro que exportar a bebida com este nome tem que pagar > pela marca... > > 2. Países da europa, Japão e China usurpam nossa fauna e flora com a Bio > Pirataria, legalizada pelas patentes. > Cupuaçu está de posse da França, assim, pesquisa e desenvolvimento de > produtos a base dele dependem de autorização francesa. > > 4. A indústria farmacêutica apodera-se de plantas, ervas, etc, de países do > 3º mundo, para fazer medicamentos, faz a patente, impede que esses países > desenvolvam pesquisas sobre esses medicamentos, e obriga esses países a > comprarem os medicamentos por preços absurdos lesando a população menos > favorecida, num verdadeiro atentado à vida. > > 3. Há fortes indícios que a própria indústria fonocinematográfica é a > distribuidora dos produtos piratas, para não pagar impostos e direitos > autorais e, com isso, aumentar o lucro. Esses indícios, estranhamente, não > são apurados. > > Então, ficam as perguntas: > > Quem é mais pirata: A França que registra patentes de plantas, e produtos > que eles não produzem, ou os produtores brasileiros de cachaça que exportam > o produto com o nome de água ardente? (A frança alega que os brasileiros > cometeram pirataria e só mudaram o nome) > > Quem é o pirata: O Brasil que, com os genéricos, peitou e quebrou as > patentes de remédios em prol da vida. Ou os países que vieram aqui na calada > da noite e surrupiaram nossa flora, nossos animais para pesquisar e > desenvolver todo o tipo de produto? > > Quem é mais pirata: O site que distribui gratuitamente os videos, etc, ou a > indústria que alimenta a distribuição de material pirata para auferir mais > lucros? > > > > Alexandre Magno Brito de Medeiros escreveu: > > 2009/2/16 Márcio Vinícius Pinheiro <[email protected]> >> >> >> >>> >>> >> O Google não é responsável pelo simples fato que ele não incentiva, >> conduta >> >> >>> totalemente diferente de uma "Baía Pirata". Como eu disse, não é a >>> ferramente, mas a atitude e o ato. >>> >>> >> >> >> Concordo. >> >> >> >> >>> Comete a pirataria tanto quem distribui, quanto quem recebe (os usuários >>> são os principais >>> criminosos). >>> >>> >> >> >> Podem ser os principais, não os únicos. >> >> >> >> >>> O .torrent não pode ser comparado a uma resenha. Ele é o meio. >>> >>> >> >> >> Quem falou em resenha pode ter se referido não ao .torrent, mas por >> exemplo >> àqueles *blogs* que disponibilizam *links* para .torrents (ou outros >> meios), >> em *posts* que são resenhas. >> >> >> >> >>> Eu o compararia [.torrent] a um CD (o hardware) em que estão gravadas as >>> informações do album pirata. >>> >>> >> >> >> Eu o compararia ao índice de CD's. >> >> >> >> >>> Mas eu nem acredito que o problema esteja nos arquivos .torrent, mas sim >>> no >>> sistema que eles criaram com a clara intenção de propagar produtos >>> piratas. >>> O sistema deles conta com a tecnologia do >>> Torrent, mas não é só isso. Conta com diversas outras tecnologias abertas >>> (html por exemplo) com o objetivo claro de distribuir e compartilhar >>> produtos cujos donos não são eles. >>> >>> >> >> >> É interessante observar que até mesmo este sistema pode ter usos lícitos. >> Trata-se daquilo: a questão *não é a ferramenta, mas a atitude e o ato*. >> >> >> >> >>> Fazendo uma analogia ao contrabando, o.torrent, nesse caso, seria o >>> atravessador. >>> >>> >> >> >> Penso que seria melhor comparar ao catálogo que o atravessador tem debaixo >> do braço. >> >> >> >> >>> Sendo o .torrent um meta-dado do conteúdo (o que pra mim é suficiente >>> para >>> considerá-lo o conteúdo em si, já que é um meio direto para se alcançar o >>> conteúdo propriamente dito) ou o próprio conteúno, o julgamento do Pirate >>> Bay em nada influencia na tecnologia do torrent. >>> >>> >> >> >> Evidentemente no .torrent há contéudo. Só que este não é o contéudo que >> está >> sendo pirateado. O .torrent "contém outro contéudo" que não é aquele mais >> importante para a discussão. >> >> >> >> >>> O Torrent não serve para compartilhar produtos piratas, serve para >>> compartilhar qualquer produto. >>> >>> >> >> >> O Torrent "serve sim" para compartilhar ilicitamente produtos piratas, >> *aliás >> ele serve para compartilhar produtos não-piratas também*. Aquilo >> novamente: >> a questão *não é a ferramenta, mas a atitude e o ato*. >> >> >> >> >>> Como eu disse, acabaram com o Napster, mas a tecnologia deles está por aí >>> firme e forte (usado tanto para pirataria quanto para coisas legais). >>> Torrent não é sinônimo de pirataria. Acabar com o Pirate Bay não acaba >>> com o >>> torrent. As centenas de distribuíções Linux, por exemplo, vão continuar a >>> distribuir seus produtos via torrent e de maneira legal. >>> >>> >> >> >> Concordo plenamente. >> >> >> >> >>> "Vender" não é proibido, "vender drogas" sim. O problema não está em como >>> se compartilha o conteúdo, mas sim no conteúdo que está sendo >>> compartilhado. >>> >>> >> >> >> Às vezes até pode estar na maneira como se compartilha... >> >> Alexandre Magno >> >> >> > > -- Bruno Edson dos Santos 4º anista - Eng. de Produção - Software Universidade Estadual de Maringá
