2009/2/16 Márcio Vinícius Pinheiro <[email protected]>
O Google não é responsável pelo simples fato que ele não incentiva, conduta
totalemente diferente de uma "Baía Pirata". Como eu disse, não é a
ferramente, mas a atitude e o ato.
Concordo.
Comete a pirataria tanto quem distribui, quanto quem recebe (os usuários
são os principais
criminosos).
Podem ser os principais, não os únicos.
O .torrent não pode ser comparado a uma resenha. Ele é o meio.
Quem falou em resenha pode ter se referido não ao .torrent, mas por exemplo
àqueles *blogs* que disponibilizam *links* para .torrents (ou outros meios),
em *posts* que são resenhas.
Eu o compararia [.torrent] a um CD (o hardware) em que estão gravadas as
informações do album pirata.
Eu o compararia ao índice de CD's.
Mas eu nem acredito que o problema esteja nos arquivos .torrent, mas sim no
sistema que eles criaram com a clara intenção de propagar produtos piratas.
O sistema deles conta com a tecnologia do
Torrent, mas não é só isso. Conta com diversas outras tecnologias abertas
(html por exemplo) com o objetivo claro de distribuir e compartilhar
produtos cujos donos não são eles.
É interessante observar que até mesmo este sistema pode ter usos lícitos.
Trata-se daquilo: a questão *não é a ferramenta, mas a atitude e o ato*.
Fazendo uma analogia ao contrabando, o.torrent, nesse caso, seria o
atravessador.
Penso que seria melhor comparar ao catálogo que o atravessador tem debaixo
do braço.
Sendo o .torrent um meta-dado do conteúdo (o que pra mim é suficiente para
considerá-lo o conteúdo em si, já que é um meio direto para se alcançar o
conteúdo propriamente dito) ou o próprio conteúno, o julgamento do Pirate
Bay em nada influencia na tecnologia do torrent.
Evidentemente no .torrent há contéudo. Só que este não é o contéudo que está
sendo pirateado. O .torrent "contém outro contéudo" que não é aquele mais
importante para a discussão.
O Torrent não serve para compartilhar produtos piratas, serve para
compartilhar qualquer produto.
O Torrent "serve sim" para compartilhar ilicitamente produtos piratas, *aliás
ele serve para compartilhar produtos não-piratas também*. Aquilo novamente:
a questão *não é a ferramenta, mas a atitude e o ato*.
Como eu disse, acabaram com o Napster, mas a tecnologia deles está por aí
firme e forte (usado tanto para pirataria quanto para coisas legais).
Torrent não é sinônimo de pirataria. Acabar com o Pirate Bay não acaba com o
torrent. As centenas de distribuíções Linux, por exemplo, vão continuar a
distribuir seus produtos via torrent e de maneira legal.
Concordo plenamente.
"Vender" não é proibido, "vender drogas" sim. O problema não está em como
se compartilha o conteúdo, mas sim no conteúdo que está sendo compartilhado.
Às vezes até pode estar na maneira como se compartilha...
Alexandre Magno