Galera, nada disso justifica a pirataria. Se a Microsoft persegue uma
empresa e não um cidadão comum, isso é um problema da Microsoft. O produto é
deles, eles que escolham o melhor método que de combater ou não a pirataria
de seus produtos. É claro que as grandes indústrias de software tiram
vantagem da pirataria (a Microsoft cresceu graças à pirataria), mas nem isso
justifica a atitude do pirata. Já a industria fonocinematográfica tirar
proveito da pirataria, já me parece um conceito muito mais difícil de
entender (mais ainda sendo eles os patrocinadores da pirataria).

Em que mundo vocês vivem? O mundo é dos espertos. O capitalismo é dos
espertos. O que você chama de "surrupiar nossa flora"? Essa flora está aqui
há mais de 500 anos. Seu uso medicinal é conhecido há mais de 500 anos. E o
que foi feito com isso? Nada. Quem desenvolveu a indústria? Não foram os
brasileiros. E se foram, por que não tomaram os devidos cuidados legais? Não
se patenteia produtos naturais, mas o que se faz a partir deles. A questão
da cachaça, foi mesmo uma canalhice que só foi possível porque deixaram a
brecha. As demais questões levantadas, não podemos classificar como
pirataria.

De qualquer forma, mesmo concordando com o exposto (até porque,
definitivamente não sou mestre no assunto), isso em nada influencia ou
justifica os demais atos de pirataria mundo afora. Para a questão "Quem é
mais pirata: O site que distribui gratuitamente os videos, etc, ou a
indústria que alimenta a distribuição de material pirata para auferir mais
lucros?" a resposta é simples e clara: é o site, ele não é o dono do
conteúdo, não tem o menor direto sobre o conteúdo. E a tal industria que
alimenta a distribuíção cai na mesma questão da Microsoft: o produto é
deles, eles fazem o que quiserem com ele.


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Márcio Vinícius Pinheiro
meu blog Peixe na rede: http://peixenarede.blogspot.com
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meus atalhos de Internet: http://del.icio.us/marciovinicius
emails alternativos: [email protected], [email protected],
[email protected]

2009/2/16 Bruno Santos <[email protected]>

> O próprio caso da indústria do software proprietário que faz vista grossa
> para a pirataria é uma palhaçada só.
>
> Não existe ação pirata, existe ação "corsário". Vamos lá galera, quem nunca
> teve um XP, win 95 ou outro pirata? E o fabricante perseguiu vocês?
>
> Então tu vai treinando [des]informática...
>
> Agora, sabe o que acontece com a empresa que tem software pirata? Aí a
> coisa
> (multa) é séria.
>
> 2009/2/16 Ronan <[email protected]>
>
> > Essa discussão muito me interessa, até fiz mestrado na área.
> > Há uma questão legal indiscutível que reza sobre o que é ou não
> pirataria.
> > Os tratados de  Copyright são internacionais  e o Brasil é signatário.
> Sem
> > entrar em detalhes da Lei porque não vem ao caso, cada país pode
> > complementar tais tratados para questões peculiares, caso da Lei 9609 e
> > 9610.
> > Bem, em se tratando de Lei, não há o que questionar, pirataria é crime e
> as
> > penas são previstas na Lei.
> > O que podemos questionar e devemos é a questão da moralidade envolvendo o
> > tema e também dos interesses.
> > Vamos relembrar alguns exemplos que podem nos fazer refletir:
> >
> > 1. A França detém a patente da Cachaça, bebida esta tipicamente
> brasileira.
> > A frança nunca plantou cana, os franceses nem sabem pronunciar a palavra,
> > mas o produtor brasileiro que exportar a bebida com este nome tem que
> pagar
> > pela marca...
> >
> > 2. Países da europa, Japão e China usurpam nossa fauna e flora com a Bio
> > Pirataria, legalizada pelas patentes.
> > Cupuaçu está de posse da França, assim, pesquisa e desenvolvimento de
> > produtos a base dele dependem de autorização francesa.
> >
> > 4. A indústria farmacêutica apodera-se de plantas, ervas, etc, de países
> do
> > 3º mundo, para fazer medicamentos, faz a patente, impede que esses países
> > desenvolvam pesquisas sobre esses medicamentos, e obriga esses países a
> > comprarem os medicamentos por preços absurdos lesando a população menos
> > favorecida, num verdadeiro atentado à vida.
> >
> > 3. Há fortes indícios que a própria indústria fonocinematográfica é  a
> >  distribuidora  dos  produtos  piratas, para  não  pagar impostos e
> direitos
> >  autorais e, com isso, aumentar o lucro. Esses indícios, estranhamente,
> não
> > são apurados.
> >
> > Então, ficam as perguntas:
> >
> > Quem é mais pirata: A França que registra patentes de plantas, e produtos
> > que eles não produzem, ou os produtores brasileiros de cachaça que
> exportam
> > o produto com o nome de água ardente? (A frança alega que os brasileiros
> > cometeram pirataria e só mudaram o nome)
> >
> > Quem é o pirata: O Brasil que, com os genéricos, peitou e quebrou as
> > patentes de remédios em prol da vida. Ou os países que vieram aqui na
> calada
> > da noite e surrupiaram nossa flora, nossos animais para pesquisar e
> > desenvolver todo o tipo de produto?
> >
> > Quem é mais pirata: O site que distribui gratuitamente os videos, etc, ou
> a
> > indústria que alimenta a distribuição de material pirata para auferir
> mais
> > lucros?
> >
> >
> >
> > Alexandre Magno Brito de Medeiros escreveu:
> >
> >  2009/2/16 Márcio Vinícius Pinheiro <[email protected]>
> >>
> >>
> >>
> >>>
> >>>
> >> O Google não é responsável pelo simples fato que ele não incentiva,
> >> conduta
> >>
> >>
> >>> totalemente diferente de uma "Baía Pirata". Como eu disse, não é a
> >>> ferramente, mas a atitude e o ato.
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> Concordo.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>> Comete a pirataria tanto quem distribui, quanto quem recebe (os
> usuários
> >>> são os principais
> >>> criminosos).
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> Podem ser os principais, não os únicos.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>> O .torrent não pode ser comparado a uma resenha. Ele é o meio.
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> Quem falou em resenha pode ter se referido não ao .torrent, mas por
> >> exemplo
> >> àqueles *blogs* que disponibilizam *links* para .torrents (ou outros
> >> meios),
> >> em *posts* que são resenhas.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>> Eu o compararia [.torrent] a um CD (o hardware) em que estão gravadas
> as
> >>> informações do album pirata.
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> Eu o compararia ao índice de CD's.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>> Mas eu nem acredito que o problema esteja nos arquivos .torrent, mas
> sim
> >>> no
> >>> sistema que eles criaram com a clara intenção de propagar produtos
> >>> piratas.
> >>> O sistema deles conta com a tecnologia do
> >>> Torrent, mas não é só isso. Conta com diversas outras tecnologias
> abertas
> >>> (html por exemplo) com o objetivo claro de distribuir e compartilhar
> >>> produtos cujos donos não são eles.
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> É interessante observar que até mesmo este sistema pode ter usos
> lícitos.
> >> Trata-se daquilo: a questão *não é a ferramenta, mas a atitude e o ato*.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>> Fazendo uma analogia ao contrabando, o.torrent, nesse caso, seria o
> >>> atravessador.
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> Penso que seria melhor comparar ao catálogo que o atravessador tem
> debaixo
> >> do braço.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>> Sendo o .torrent um meta-dado do conteúdo (o que pra mim é suficiente
> >>> para
> >>> considerá-lo o conteúdo em si, já que é um meio direto para se alcançar
> o
> >>> conteúdo propriamente dito) ou o próprio conteúno, o julgamento do
> Pirate
> >>> Bay em nada influencia na tecnologia do torrent.
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> Evidentemente no .torrent há contéudo. Só que este não é o contéudo que
> >> está
> >> sendo pirateado. O .torrent "contém outro contéudo" que não é aquele
> mais
> >> importante para a discussão.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>> O Torrent não serve para compartilhar produtos piratas, serve para
> >>> compartilhar qualquer produto.
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> O Torrent "serve sim" para compartilhar ilicitamente produtos piratas,
> >> *aliás
> >> ele serve para compartilhar produtos não-piratas também*. Aquilo
> >> novamente:
> >> a questão *não é a ferramenta, mas a atitude e o ato*.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>> Como eu disse, acabaram com o Napster, mas a tecnologia deles está por
> aí
> >>> firme e forte (usado tanto para pirataria quanto para coisas legais).
> >>> Torrent não é sinônimo de pirataria. Acabar com o Pirate Bay não acaba
> >>> com o
> >>> torrent. As centenas de distribuíções Linux, por exemplo, vão continuar
> a
> >>> distribuir seus produtos via torrent e de maneira legal.
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> Concordo plenamente.
> >>
> >>
> >>
> >>
> >>> "Vender" não é proibido, "vender drogas" sim. O problema não está em
> como
> >>> se compartilha o conteúdo, mas sim no conteúdo que está sendo
> >>> compartilhado.
> >>>
> >>>
> >>
> >>
> >> Às vezes até pode estar na maneira como se compartilha...
> >>
> >> Alexandre Magno
> >>
> >>
> >>
> >
> >
>
>
> --
> Bruno Edson dos Santos
> 4º anista - Eng. de Produção - Software
> Universidade Estadual de Maringá
>

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