Boas tardes, camaraders logicers. 

Inicialmente, pensei em me abster de emitir opinião, pq realmente tenho 
pouco a contribuir. No entanto, como o assunto perdurou, parece-me ter 
chegado a um ponto interessante e talvez não seja totalmente arbitrário o q 
eu posso externar.
Meu caro JM, não vou me alongar sobre o q deve ou não ser feito de fato com 
o nome no grupo. Acho q já há boas sugestões a respeito. Particularmente, 
eu me alinho com a proposta do Edu Ochs. 
Levanto, todavia, um ponto importante q, creio, vale a pena ser lembrado. A 
interpretação é muito mais um efeito no e do interpretante, não do 
interpretado. Em outra oportunidade já falei algo parecido nesta lista, 
então perdoem-me a previsibilidade. No entanto, é sempre bom lembrar q a 
intencionalidade do enunciante é dificilmente determinável, a não ser q o 
próprio enunciante indique pontualmente a referência ou delimite o universo 
de discurso para se conformar às suas intenções. Uma vez q toda linguagem é 
por si enunciativa, cabe aos enunciantes especificar a que se referem. Isso 
diminui a indeterminação, mas não é possível eliminá-la completamente, 
tendo em vista que para a interpretação essa intencionalidade costuma não 
ser muito relevante; ao mesmo tempo, a falta de especificação, se à 
primeira vista isenta o enunciante de responsabilidade referencial, é só 
aparentemente uma vantagem, digamos assim. 
Então, meus parcos %'s de sabedoria, se puderem ter algum valor, é q 
qualquer q seja a decisão tomada pelos responsáveis pelo grupo acerca da 
denominação, que seja considerada não apenas a inelidível vagueza de qq 
denominação, por mais específica q seja, como tb a possibilidade de a 
intencionalidade da enunciação ser interpretada como os enunciantes não 
gostariam, se é q não gostariam. Ainda q seja impossível saber que efeitos 
qq nome causará, como e em quais interpretantes, é possível imaginar alguns 
efeitos tendo em vista certos interpretantes presumidos e especificar algum 
grau de liberdade interpretativa já na escolha dos termos. Afinal, se toda 
leitura é inferencial, isso é apenas pq toda linguagem já é carregada de 
intencionalidade. 
O mito da linguagem universal é um fetiche tão grande quanto o do quadrado 
lógico, pra emprestar uma expressão do Walther a um uso q ele não faz. Ou 
uma imagem à qual estamos presos, dentre outras. Mas como todo mito, é 
metade de nada, ou de alguma coisa. 
Penso eu q essa é uma questão q vale a pena ser considerada. E dada a 
discussão aqui, tenho certeza de q seja qual for a decisão tomada, ela será 
não apenas coerente com as intenções científicas do grupo como bem 
referenciada. 
Ah! braços...
cass. 



On Tuesday, June 22, 2021 at 6:02:30 PM UTC-3 jmstern wrote:

>
> Que tal     *topless* and *bottomless* particles ? 
> Theoria dos quarks tem nomes "picantes"  by design... 
> ---Julio Stern 
>
>   
>
> ------------------------------
> *From:* Manuel Doria <[email protected]>
> *Sent:* Tuesday, June 22, 2021 6:18 PM
> *To:* Walter Carnielli <[email protected]>
> *Cc:* Hermógenes Oliveira <[email protected]>; Lista acadêmica 
> brasileira dos profissionais e estudantes da área de LOGICA <
> [email protected]>
> *Subject:* Re: [Logica-l] [discussão sobre Lógica e inclusão] uma rosa 
> com um novo nome? 
>  
> Agora há mais uma:
>
> - SIMPs (Strongly Interacting Massive Particle)
>
>
> https://news.berkeley.edu/2017/12/04/machos-are-dead-wimps-are-a-no-show-say-hello-to-simps/
>
> 'Simp' (verbo 'simping') é um termo coloquial sexualmente derrogatório 
> tipicamente aplicado a homens com temperamento visto como 
> excessivamente subserviente:
>
> https://www.menshealth.com/sex-women/a31994140/what-is-simping/
>
> [ ]'s
>
> On Tue, Jun 22, 2021 at 3:01 PM Manuel Doria <[email protected]> wrote:
>
> Em astrofísica há pelo menos 3 inside jokes consagradas envolvendo 
> estereótipos opostos de sexualidade masculina no batismo de matéria escura 
> bariônica e não-bariônica:
>
> - WIMPs (Weak Interacting Massive Particles)
> - MACHOs (Massive Compact Halo Object)
> - RAMBOs (Robust Associations of Massive Baryonic Objects)
>
> [ ]'s
>
> On Tue, Jun 22, 2021 at 11:26 AM Walter Carnielli <[email protected]> 
> wrote:
>
> Cara(s)s, 
>
> Concordo em boa com Hermogenes;
> gosto do Nabokov, gostei tambem do filme "Lolita" de Adrian Lyne, mas isso 
> não ajuda a ser um.bom nome para um grupo de
> pesquisa que quer parecer (e é  de fato) serio.
>
> O que pensaríamos de um grupo de pesquisa em Astrofisica que se chamasse 
> C*entro  de Astr*ofísica e At*ividades I*nterestelares,   CAstrAtI?
>
> Eu pensaria que se trata de um "inside joke", um nome inventado por algum, 
> ou alguns "engraçadinhos" , que desestimula participação. 
>
> Analogias podem ser tão convincentes quanto deduções...elas revelam  
> simetrias.
>
> Abs
> Walter 
>
>
>
>
>
>
>
>
> Em ter, 22 de jun de 2021 11:04, Hermógenes Oliveira <
> [email protected]> escreveu:
>
> Na segunda-feira, 21 de junho de 2021, às 12:40:15 -03, Marcelo Finger 
> escreveu:
> > No centro de IA (C4AI) da USP-IBM-Fapesp, estamos construindo 3 Córpus:
> >   - Córpus Carolina (em homenagem à Carolina Michaelis de Vasconcelos)
> >   - Córpus Portinari (em homenagem a Cândido Portinari)
> >   - Córpus Coraa (em homenagem à Cora Coralina)
>
> Confesso que, a despeito de muito esforço, não consegui capturar o motivo 
> desse informe no contexto desta discussão.
>
> > Pessoalmente, não acho que as objeções ao nome do seu grupo tenham
> > fundamento, não vejo como admitir a crítica "não adequado para um grupo 
> de
> > pesquisa vinculado a uma universidade; é anti-profissional; é de mau
> > gosto".
> > 
> > O estilo Tango era considerado vulgar e de mau gosto.  Idem para o samba.
> > Idem para o  Jazz.  Já foi o tempo, sei lá por quê, que mulheres grávidas
> > não podiam aparecer na TV.  O futebol feminino já foi ilegal no Brail.  E
> > por aí vai.
>
> A analogia aqui seria que a exploração e/ou erotização de meninas é 
> censurável 
> hoje, mas eventualmente poderá ser considerada totalmente normal no 
> futuro?!
>
> > Eu acho Lolita simpático e consagrado.
>
> Não me parece que esta seja a pauta da discussão. Não se trata de uma 
> enquete: 
> quem gosta do nome, quem não gosta do nome.
>
> Me parece perfeitamente concebível que alguém goste do nome (digamos, 
> porque é 
> um(a) fã de Nabokov), mas que discorde que seja apropriado usá-lo para um 
> grupo de lógica.
>
> Recapitulando, a pauta, juntamente com uma possível argumentação para 
> mudança 
> do nome, pelo que eu entendi, seria:
>
> - Existem conotações negativas associadas ao termo "lolita".
>
> - Isso pode gerar constrangimentos (mesmo para pessoas que não associam, 
> elas 
> mesmas, nada de negativo com o termo, por exempĺo, ao lidar com outras 
> pessoas) e, consequentemente, afugentar e/ou intimidar pessoas de se 
> associar 
> com o grupo em alguma capacidade
>
> - Ora, mas as razões para a escolha do nome "lolita" são completamente 
> ortogonais à missão e à área de trabalho do grupo: lógica.
>
> - Deveríamos mudar o nome, pois assim evitamos possíveis associações 
> negativas. A mudança do nome não traz nenhum empecilho ou efeito negativo 
> ao 
> propósito e aos trabalhos do grupo de pesquisa, que, repito, é a *lógica*
>
> Em resumo, não se trata de uma questão de pudor ou gosto. Nesse sentido, 
> concordo que o ponto citado por JM que menciona "mau gosto" não é muito 
> convincente, pelo menos da forma como está formulado, embora eu consiga 
> vislumbrar um ponto subjacente que possa ser pertinente. Enfim,    
> não vejo a mudança do nome como uma pauta moral. Ninguém estaria sendo 
> proibido de ler Nabokov, gostar de Nabokov, dançar o tango, o Jazz e o 
> ChaCha, 
> fazer piada usando o termo "lolita" na mesa de buteco com os amigos, e 
> seja lá 
> mais o que as pessoas acham que essa discussão seja a respeito). 
>
> --
> Hermógenes Oliveira
>
>
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> dos Grupos do Google.
> Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie 
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