2010/9/30 Thiago Freire <[email protected]>: > O que o Outreach faz é aumentar o número de mulheres em projetos open source > (sim, isso deve acontecer). Mas será que se você aumentar 10% de mulheres na > área, não teríamos 10% a mais de mulheres no GSoC? Claro que cai na questão > do longo prazo. Mas enfim, o que estou querendo dizer é: o Outreach pega > mulheres que já estão na área, fazendo outras coisas (ou até mesmo software > livre), e aumenta a participação delas no SL. Simplesmente não resolve o > problema.
Bem, Freire. No mundo há estatisticas que falam da presença das mulheres na área de TI em cerca de 20%. Participação de 2% em comunidades open source (estatistica de 2004), 4% no GSoC em 2007 e 6,5% no GSoC em 2010 ( http://googleblog.blogspot.com/2010/08/sixth-annual-summer-of-code-flexes-some.html ) Será que é porque elas não se interessam por ajudar software livre? Não dizem que elas se interessam por pessoas? Conheço mulheres grandes entusiastas do software livre. Porém proporcionalmente isso é inconsistente, já que ao se interessar mais pelas pessoas que pelas coisas elas deveriam ter um percentual interno de participação em projetos que os homens. Repare na questão do enfoque. Teu enfoque foi na quantidade de mulheres na área, o enfoque do programa é outro. O principal é que mais mulheres colaborem com o GNOME e atraiam a participação de mais mulheres. Dentre os objetivos secundários há o incentivo para que elas criem projetos open source ou participem de outros. Por fim, como já mencionei. A maioria da verba é de doações de pessoas que apoiem a iniciativa de mulheres trabalhando com o GNOME. Não são cotas no GSoC ou algo assim. Inclusive há um fator desejavel nesse curriculo para alguém ser do sexo feminino. Se objetivam quebrar barreiras para as mulheres contribuirem, quem melhor que as próprias mulheres que não contribuiam, por qualquer motivo que fosse? Elas vão saber porque não contribuiam e o que fazer para incentivá-las a contribuir, além do fator monetário ou qualquer projeto voltado especificamente para mulheres. Como esse projeto do GNOME já é desde antes de 2007 e estimulam as participantes a participarem do GSoC, é possivel que algumas dessas cerca de 70 mulheres no último GSoC tenham alguma influência desse projeto do GNOME. É válido que um número maior de mulheres na área reflita um número maior de mulheres em projetos open source, mas aumentar o percentual de participação delas, mesmo que ocasional, também é válido. Até porque a relação entre mulheres em TI e mulheres participando de projetos de software livre é pior que a relação entre homens e mulheres em TI. -- Caio Tiago Oliveira _______________________________________________ PSL-BA mailing list [email protected] https://listas.dcc.ufba.br/mailman/listinfo/psl-ba
