2010/9/30 João Paulo <joaopa...@ya.ru>:
> Diego, mesmo você tentando ajudar, eu acho que você foi preconceituoso em
> alguns (vários) pontos na sua argumentação.
>
> Sério, ser pró ou contra ações desse tipo não implicam em preconceito para o
> público-alvo da ação. Eu acho a segregação em grupos muito mais excludente
> do que a tentativa de inserção de um grupo que é minoria (por motivos que
> não vem ao caso), num grupo de maioria.

Concordo com João Paulo e sigo mais adiante ainda.
Diego, mesmo concordando, mostrou uma faceta à qual as mulheres são
expostas, mesmo que não sofram com atos explicitos contra a sua moral
ou competência.

Homens falam de "..., ..., algoritmos, ...", mulheres falam de
"novela, coisas de mulher"?
Quem trabalha em documentação ou marketing é porque isso é mais leve e
não aguenta o tranco pra ser programador, analista ou engenheiro de
software?

Não existe um "só falei o que vejo por aí". Se propaga essas idéias já
é uma discriminação contra as mulheres na área e é um pedaço pequeno
do que se vê por aí.

Um dos fatores de ter menos mulheres nessa área é justo esse
pré-conceito. Documentação, marketing, são necessidades dos projetos e
podem ser feitos por quem gosta disso e/ou não tem muita experiência
com programação. Leia-se: pessoas sem experiência com programação,
novatos nos cursos ou de cursos de comunicação e afins.
É um ótimo gancho para as pessoas se envolverem e contribuirem em
outras áreas dos projetos.

Dizer que é bom pra mulher porque tem documentação e marketing é
desprezar a capacidade que elas tem.

Olhem esse post antigo (2007):
http://googlesummerofcode.blogspot.com/2007/05/women-in-google-summer-of-code.html

2% dos participantes em projetos open source eram mulheres e 4% de
quem aplicou ao google summer of code era mulher. Tudo bem que
mulheres são minoria, mas 2% é demais. Principalmente quando muitas
usam os programas, possuem afinidade e por vários motivos não
participam.

Esse programa do GNOME não é como uma cota pra retirar igualdade de
condições em disputas em projetos como o GSoC, é pra incentivar
mulheres a participar deles.
Um número maior de pessoas concorrendo, ganhando ou não, deve
participar do GSoC logo em seguida.

É mais uma oportunidade a quem não costuma participar disso que uma
cota ou exclusão dos homens.

Uma parte das mulheres pode se sentir incentivada a participar por ser
algo especifico para mulheres, além do fato de pessoas doarem dinheiro
a ser usado em projetos como esse pelo fato de apoiarem a
participação.

Se você tivesse vinte mil dólares pra incentivar mulheres a
participarem de projetos open source, o que faria?


-- 
Caio Tiago Oliveira
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