Bom, eu estava lendo e me contendo até agora pq realmente parecia mais um fórum do Omelete do q a PSL-BR... :-)

De qqr forma, vou dar apenas uma última palhinha do assunto aqui pq li algumas horas atrás a revista (saiu ontem nos EUA e pela mágica do P2P eu obtive um exemplar, se é q vcs me entendem).


Para não cair na questão das HQs e manter o foco na questão de Open Source X Software Proprietário, tenho q anunciar q em momento algum isso é citado de forma explícita na edição 01. Como eu disse antes, o foco do autor, pelo q me parece, está em apontar a obsolescência do "líder de mercado" diante de uma inovação disruptiva (lembram desse papo? mais sobre isso adiante).

Um pouco de contexto: depois da Civil War da Marvel, o Tony Stark (aka Homem-de-Ferro) se tornou Diretor da SHIELD. Basicamente, a SHIELD (Supreme Headquarters International Espionage Law-enforcement Division) é a maior agência de contra-terrorismo do mundo.

O Stark passa o gibi inteiro falando como o maior medo dele era q a tecnologia da sua armadura fosse barata e facilmente replicável. Para fazer um paralelo com o mundo real, hoje os terroristas conseguem produzir bombas capazes de penetrar a blindagem de alguns veículos militares a partir de componentes caseiros de fácil obtenção e baixo custo. Imaginem q agora eles conseguissem produzir bombas atômicas com a mesma facilidade. Esse é o poder de fogo da armadura do Homem-de- Ferro nos gibis.

Resumindo bastante, é isso q o Ezekiel Stane (filho do Obediah Stane - ex-inimigo do Stark há muito morto) consegue. Antes de prosseguir, vamos a um pouco mais de contexto.

Nos gibis, o Homem-de-Ferro "hackeou" sua biologia para permitir uma comunicação mais rápida com dispositivos eletrônicos e, assim, controlar de forma mais efetiva sua armadura e sistema de armas (aliás, toda a rede de computadores de sua empresa e da SHIELD está diretamente ligada a ele hj em dia). O q o seu inimigo, o Ezekiel Stane, fez foi "hackear" a própria biologia (e a dos terroristas) para q seu próprio *corpo* se tornasse uma arma. Provavelmente não deve ter um poder de fogo tão grande qto a armadura do Homem-de-Ferro, mas é mais do q "bom o suficiente" para atentados terroristas.

E aí voltamos à lógica das inovações disruptivas (ou inovações de ruptura): a teoria diz q uma inovação disruptiva apresenta uma forma mais barata ou mais conveniente para se fazer algo, em relação à tecnologia/produto q é usado para fazer essa mesma coisa hj em dia. Normalmente, as inovações disruptivas *não* são tecnicamente superiores à tecnologia "mainstream", MAS são *boas o suficiente* para começar a angariar novos usuários. Normalmente, estes novos usuários são aqueles q não têm grana para investir no líder de mercado ou são atraídos por formas de uso daquela tecnologia q o produto líder não oferece. Quando isso começa a afetar as receitas da empresa líder de mercado, costuma já ser tarde demais para fazer alguma coisa, pois as tecnologias disruptivas já terão passado por um processo de aperfeiçoamento incremental e terão uma boa vantagem caso a empresa maior resolva entrar em seu mercado.

O ponto é q o Homem-de-Ferro passa pelo mesmo dilema em relação ao Ezekiel Stane. Sua tecnologia - do Tony Stark, ou seja, a armadura biotecnológica do Homem-de-Ferro - é caríssima e única. Mesmo q um terrorista tivesse acesso completo às suas especificações, simplesmente seria caro demais produzir "Homens-de-Ferro" em massa. E aí dá pra ele combater os caras nos termos *dele*, Homem-de-Ferro.

Aí vem o Ezekiel Stane e produz uma tecnologia *não* tão poderosa qto a do Homem-de-Ferro, MAS boa o suficiente para produzir vários homens- bomba biologicamente aperfeiçoados. Cada um tem uma fração do poder do Homem-de-Ferro, MAS como o custo de produção é baixo, vc pode juntar vários deles em um lugar só e fazer uma bela detonação.

ONDE ENTRA O OPEN SOURCE???

Bem, tanto no mundo acadêmico qto no mundo empresarial, as tecnologias de Software Livre/Open Source são consideradas disruptivas em relação ao "tradicional" Software Proprietário. Por exemplo, qdo alguém vem argumentar q o *pacote* MS Office 2007 é superior em **funcionalidades** ao, digamos, *pacote* OpenOffice.org 2.x, eu me vejo obrigado a concordar com o sujeito em vários pontos. PORÉM, para boa parte dos usuários de pacotes de escritório as funcionalidades do OpenOffice.org são mais do q suficientes. E o preço zero torna seu custo/benefício imbatível. E, para complicar ainda mais esse campo, os pacotes via web começam a ficar viáveis para tarefas cada vez mais complexas. Aí o cara q não quer se comprometer com algo Livre ou Proprietário acaba indo usar a versão web, q esconde muitas complexidades de licenciamento para o cara.

E aí entra tbém a forma de produção do Software Livre/Open Source: processos de desenvolvimento tradicionais, pesados, em cachoeira conseguiram criar softwares e garantir sua qualide nos anos 70 e 80. Mas aí o software foi ficando complexo e cheio de bloatware nos anos 90 e 00. E aquele método considerado o estado-da-arte em produção de software de repente não consegue mais garantir a qualidade do produto.

E aí aparece o FLOSS para mostrar q "com olhos suficientes, todos os bugs são simples". E suas soluções de baixo custo começam a roubar clientes (e receita) dos líderes de mercado... Bom, o resto acho q vcs podem deduzir... O sono me pegou e acho melhor cair na cama enquanto ainda consigo chegar nela... :-)

[ ]s,

olival.junior

On 08/05/2008, at 01:16, Pablo Sánchez wrote:

Galera, para bem geral da lista, vou continuar a discussão com o Glauber em PVT, porque ultrapassamos agora todos os limites de um off, hehehe. :-D

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