Prezado Nicolau,
Gostei muito de suas observa��es sobre as quest�es, especialmente aquelas,
esclarecedoras, sobre o questionamento de que probabilidade est� associada ao
problema  etc. � pena que eu n�o consegui abrir o segundo arquivo que voc� enviou.
Quanto a resposta ao problema que voc� acha que est� errada, ela � dada no artigo
citado, e que pode ser vista como uma conseq��ncia do que o autor l� desenvolveu.
Obrigado
Benedito Freire

"Nicolau C. Saldanha" wrote:

> On Mon, 15 May 2000, Nicolau C. Saldanha wrote:
>
> > On Sun, 14 May 2000, [EMAIL PROTECTED] wrote:
> >
> > >        Curiosidades:
> > >
> > > 1) No plano, existem  3  vezes mais tri�ngulos obtusos do que tri�ngulos
> > > acut�ngulo!!
> > >
> > > O matem�tico canadense, Richard K. Guy  (j� falecido, se n�o me
> > > engano)  provou este fato em  1963 (Ver Mathematics Magazine, junho, pg. 175).
> > >
> > > Algu�m conhece uma outra demonstra��o?
> > >
> > > 2) No artigo citado, Richard K. Guy menciona um problema interessante
> > > colocado em  1893 por Lewis Carroll (pseud�nimo do pastor ingl�s Charles
> > > Lutwidge Dogson (1832-1898), autor de  "Alice no Pa�s das Maravilhas"):
> > >   "Se tr�s pontos s�o escolhidos aleatoriamente, qual � a probabilidade
> > > desses pontos serem v�rtices de um tri�ngulo obtus�ngulo?"
> > > Algu�m se habilita?  Em tempo: resposta (3pi/8pi-6pi(3)^1/2
> >
> > Acho que estes dois problemas est�o formulados de forma incompleta.
> > O que significa tomar tr�s pontos "aleatoriamente" no plano?
> > Para dar sentido a esta express�o, � preciso dizer que probabilidade
> > � associada aos eventos fundamentais: isto � o que se chama
> > dar a medida de probabilidade do problema.
> > Qual �, por exemplo, a probabilidade de que um ponto do plano escolhido
> > ao acaso esteja no quadrado [0,1]x[0,1]?
>
> Depois de responder, notei que n�o apenas o enunciado � incompleto
> mas os dois enunciados se contradizem. De acordo com o item (1),
> a resposta do item (2) deveria ser 3/4 e n�o a express�o complicada,
> ali�s com par�ntesis descasados, que aparece no item (2).
>
> De qualquer forma, encontrei uma interpreta��o que me pareceu satisfat�ria
> para obter a resposta do item (a). Se tomamos tr�s pontos ao acaso
> no c�rculo unit�rio (a curva apenas, n�o o disco) ent�o a probabilidade
> de obtermos um tri�ngulo acut�ngulo � realmente 1/4.
> A demonstra��o n�o � dif�cil.
>
> Na figura, podemos supor sem perda de generalidade os dois primeiros
> pontos A e B sim�tricos em rela��o ao eixo horizontal, como indicado.
> Se o �ngulo entre o eixo horizontal e o raio OA � alfa,
> ent�o o ponto C precisa cair em um arco de tamanho (2 * alfa)
> (marcado em vermelho na figura) para que o tri�ngulo ABC seja acut�ngulo.
> Como alfa assume um valor aleat�rio entre 0 e (pi/2),
> n�o � dif�cil concluir que a probabilidade de que ABC seja acut�ngulo
> � 1/4.
>
> Se tomarmos A, B, C aleatoriamente em outro sentido
> (por exemplo, pontos aleat�rios em um disco)
> a resposta provavelmente ser� outra.
>
> []s, N.
>
>   ------------------------------------------------------------------------
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